Tão pesado quanto o céu

TÃO PESADO QUANTO O CÉU

Peça HQ .

Perspectivas em preto e branco para uma dramaturgia de semi-heróis.

Atualmente o coletivo se dedica à pesquisa e montagem sobre a dramaturgia de Ricardo Inhan. O texto inédito Tão pesado quanto o Céu começou a ser escrito em 2008, pelo jovem dramaturgo Ricardo Inhan, 26 anos. A primeira versão foi apresentada por Inhan no processo seletivo para o Núcleo de Dramaturgia do SESI-SP, por ele cursado entre 2009 – 2010. A versão atual é de 2010, após revisões e amadurecimento do dramaturgo, cujo primeiro texto teatral a ser encenado estreará em agosto/2012.

A escolha do texto não é nada casual: adequa-se amplamente à pesquisa iniciada por Pedro Stempenewisk e Mariana Vaz, e que agora pretende-se aprofundar .

O termo “peça HQ” vem da relação entre repouso e perturbação na superfície pictórica – as possibilidades de se estabelecer certa regularidade óbvia que precisa então ser negada. Um padrão rítmico é proposto e então modulado no espaço/papel,assemelhando-se a um cartoon de Robert Crumb, Charles Burns ou até mesmo Will Eisner.

A tensão é corporificada no ambiente claustrofóbico em que as figuras de ‘Tão Pesado Quanto o céu’ perambulam. Essa sistematização é recheada de referências ao mundo pop concebida por esses quadrinistas. A tessitura do texto busca captar as recorrências das HQs e introduzi-las num texto dramático.

As figuras ou os semi-heróis de ‘Tão pesado quanto o céu’, muitas vezes apontam para a ideia de construção de uma fábula compreensível, por meio da sucessão de temas, dos diálogos rápidos, das repetições alegóricas que evocam estribilhos; a peça estruturada como HQ pode impactar pelas beiradas, no rigor formal que pulula sentimentos.

Não há cores preenchidas e sim vazios em preto e branco, emoções reviradas nos intervalos e interrupções das frases, criando assim, falas desprendidas de comoção.

Anti-heróis esperam que algo de espetacular aconteça. Mesmo que para isso eles tenham que se livrar da modorrenta dança dos pássaros que se apresenta sempre como incomoda metáfora do tempo, da falta e da liberdade.

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